Para pensar...

Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”

Amyr Klink

terça-feira, 12 de maio de 2020

A Nova Ordem Mundial


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Choque de Civilizações

Choque de civilizações é uma teoria proposta pelo cientista político Samuel Huntington segundo a qual as identidades culturais e religiosas dos povos serão a principal fonte de conflito no mundo pós- Guerra Fria.
Huntington começou a articular suas ideias ao examinar as diversas teorias sobre a natureza da política global no período pós- Guerra Fria. Alguns teóricos e autores argumentavam que os direitos humanos, a democracia liberal e a economia capitalista de livre mercado se haviam tornado a única alternativa ideológica  após o fim da Guerra Fria. 
Huntington acreditava que, embora a era das ideologias houvesse terminado, o mundo havia simplesmente retornado a estado normal caracterizado pelos conflitos culturais. Em sua tese, argumentava que os conflitos no futuro teriam como eixo principal critérios culturais e religiosos. Postula, ainda, que o conceito de diferentes civilizações, como nível maior de identidade cultural, se tornará cada vez mais útil para analisar o potencial de conflitos. No artigo de 1993 na Foreign Affairs, Huntington escreve (tradução livre do inglês):
As Civilizações segundo Huntington
O livro do cientista norte-americano, Samuel P. Huntington lançou outras bases de entendimento da história, política e sociologia. Segundo ele a humanidade poderia ser dividida em nove civilizações:
  • Civilização sínica ou chinesa - Seria civilização baseada principalmente na cultura da China e regiões vizinhas e/ou com culturas semelhantes, como CoreiaVietnã e Tibete.
  • Civilização nipônica ou japonesa - Seria a civilização centrada na região do Japão, e dessa maneira a única civilização com somente um país, visto que este possui cultura autônoma. No entanto, a Coreia do Sul também tem cultura semelhante, embora por questões políticas é considerada sínica. O Japão também possui forte influência da civilização ocidental.
  • Civilização hindu - Seriam os países que tem o hinduísmo como religião predominante, principalmente os que se estendem no rio Indo, como a Índia e o Nepal.
  • Civilização budista - Seria composta pelos países asiáticos na qual o budismo é a religião predominante, como a Mongólia, a Tailândia e o Camboja. O Tibete também pode ser incluído nessa civilização, embora acredita-se que seja sínico por questões políticas.
  • Civilização islâmicamuçulmana ou árabe - Seria a civilização constituída pelos países que têm o Islã como religião predominante, e que por vezes falam a língua árabe. Localiza-se principalmente na península arábica e norte da África (incluindo também outras partes da África próximas).
  • Civilização ocidental - Provavelmente seria a maior das civilizações, consiste nos países na América e na Europa ocidental, e outros países que têm o Cristianismo como religião predominante, devido à influência europeia (como África do SulAustrália e Nova Zelândia).
  • Civilização latino-americana - Seria uma subdivisão da civilização ocidental, constituída pelos países independentes da América Latina que tem uma grande distinção cultural e social e com forte influência indígena e africana.
  • Civilização ortodoxa - Seria a civilização de países que têm como religião predominante a doutrina ortodoxa do Cristianismo, constituída principalmente pela Rússia e pelo Leste Europeu.
  • Civilização subsaariana - Seria uma civilização relativamente grande, formada pelos países africanos localizados ao sul do deserto do Saara, predominantemente cristãos.

Brasil do Arquipelago ao continente - Processo de Integração do Território Brasileiro



G20 (Grupo dos 20)

O Grupo dos 20 (G20), também chamado de G20 Financeiro, foi criado em 1999 em resposta às sucessivas crises financeiras por que passavam algumas potências econômicas, sobretudo na Ásia, no final da década de 90. O objetivo do grupo é fortalecer as negociações internacionais entre os países-membros e proporcionar uma estabilidade econômica global.
O G20 é formado pelas 19 maiores economias do mundo, representadas pelos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais, mais a União Europeia representada pelo Banco Central Europeu e pela presidência rotativa do Conselho Europeu. 
Fazem parte do G20 os oito países mais ricos e influentes do mundo, e 11 Paíse Emergentes: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia. África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México e Turquia.
Os países-membros do G20 representam 80% da economia global, abrigam 64% da população mundial e respondem por mais de 90% dos gastos com pesquisa e desenvolvimento no mundo. Além disso, a reunião dos 19 países representa 85% do PIB mundial.

Reuniões de Cúpula

Desde 2008, representantes dos países-membros encontram-se anualmente¹ para a Reunião de Cúpula do G20. Geralmente, os próprios chefes de Estado (presidentes e primeiros-ministros) comparecem às reuniões, mas é comum a presença apenas dos presidentes dos Bancos Centrais ou do Tesouro de cada país.
Em 2019, a 14ª Reunião de Cúpula do G20 aconteceu nos dias 28 e 29 de junho, em Osaka, no Japão. As principais pautas foram a liberdade econômica e o protecionismo econômico aplicado por Estados Unidos e China nos últimos anos, a preocupação com questões relativas ao clima e o Acordo de Paris, além dos conflitos entre alguns países, como Estados Unidos e Irã.
Em 2020, a 15ª Reunião de Cúpula do G20 seria em Riad, na Arábia Saudita, nos dias 21 e 22 de novembro. As próximas serão na Itália (2021), Índia (2022) e Brasil (2023).

BRICS

     

O que é o BRICS?


BRICS é o termo utilizado para a tradição de coordenação política entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Como você já deve ter percebido, o nome é referência as iniciais dos países envolvidos – vale lembrar que o S diz respeito à África do Sul em inglês (South Africa).
Mas atenção: apesar de o BRICS ser um mecanismo oficial de cooperação entre os países integrantes, ele não é considerado um bloco econômico.
Qual a diferença?  Diferentemente de blocos econômicos como a União uropeia e o MERCOSUL, o BRICS não possui um estatuto formal de regras ou uma carta de princípios. E também não possui um secretariado fixo e nem tem fundo próprio para financiar qualquer uma das suas atividades.
Segundo os países integrantes, a intenção do grupo é manter uma aliança que ajude a alavancar a influência geopolítica destes países no mundo.

A origem do grupo]

termo BRIC surgiu pela primeira vez em 2001, em um artigo publicado pelo economista do Goldman Sachs – Jim O’Neil – que defendeu a ideia de que Brasil, Rússia, Índia e China seriam as economias do futuro.
Por que economias do futuro? Sobretudo por conta do acelerado crescimento econômico que estavam experimentando na época, e por suas grandes populações, que com crescente poder aquisitivo, dinamizavam os respectivos mercados internos.
Assim, em 2006, os chanceleres dos quatro países deram início aos diálogos com uma reunião informal à margem da Assembleia Geral das Nações Unidos.
E como essa reunião informal evoluiu para a cooperação de fato?

Evolução para o BRICS

Bom, em 2009 – na Rússia – pela primeira vez os chefes de Estado de Brasil, Rússia, Índia e China se reuniram e realizaram a chamada Primeira Reunião de Cúpula dos BRIC.
Desde então, essas reuniões são realizadas anualmente e são sediadas em algum dos países integrantes. Além deste formato de Cúpula, acontecem também todos os anos reuniões informais dos membros à margem dos encontros do G20.
Entre 2009 e 2018, já ocorreram 10 reuniões de Cúpula. 
Como você deve ter percebido, a África do Sul não participou da Primeira Reunião de Cúpula. Isso porque o país passou a ser membro do grupo somente em 2010. Consequentemente, a partir de então, o nome oficial passaria a ser BRICS.
Como menciona o Itamaraty, ao longo da sua primeira década, o BRICS desenvolveu cooperação setorial em diferentes áreas como: ciência e tecnologia, promoção comercial, energia, saúde, educação, inovação e combate a crimes transnacionais. Hoje, a cooperação já abrange mais de 30 setores.
Portanto, houve uma considerável evolução e não se trata mais apenas de um acrônimo, mas de um relevante ator internacional.

Qual o escopo da agenda?

De forma geral, o BRICS possui uma agenda interna e uma agenda externa.
Na agenda interna, os países buscam estreitar a cooperação e os negócios entre si, criando elementos que preservem seu crescimento econômico e desenvolvimento social.
Na agenda externa, buscam se posicionar a respeito de diferentes temas, como meio ambientepobrezacomércio, e segurança.
Mas, quais foram as principais iniciativas até o momento?

Principais resultados da cooperação

Os resultados dos anos de cooperação entre os cinco países pode ser visto principalmente nasseguintes áreas:

1. Econômica-Financeira

Destaca-se nessa área, a criação do Novo Banco de Desenvolvimento do Brics (NDB) – ideia proposta na Cúpula de Fortaleza em 2014. O objetivo do Banco é mobilizar recursos para o investimento em infraestrutura e desenvolvimento sustentável, tanto dos países membros quanto de outros países emergentes.
De tal forma, a ideia pode ser vista como uma proposta de fornecer uma alternativa para os países emergentes ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional. Historicamente, as condições impostas por essas organizações internacionais financeiras são fortemente criticadas pelos países em desenvolvimento.

2. Saúde

Essa área de cooperação tem atuado principalmente na identificação de problemas de saúde comum aos países BRICS. Na prática, significa esforços de pesquisa como no caso da Rede de Pesquisa em Tuberculose e a coordenação de esforços em acordos de Saúde Pública nas organizações multilaterais.

3. Ciência, Tecnologia e inovação

Trata-se principalmente do fomento da pesquisa para o desenvolvimento de bens de alto valor tecnológico agregado. Como também no intercâmbio de conhecimento entre os países.

4. Segurança

Nessa questão, os diálogos sobre segurança visam aprofundar questões sobre segurança internacional e manifestar medidas a crimes transnacionais como trafico de drogas, ataques cibernéticos, lavagem de dinheiro, entre outros.

5. Empresarial

Foi estabelecido em 2013, na Cúpula de Durban,  o Conselho Empresarial do BRICS (CEBRICS). São nove grupos de trabalho nas áreas de infraestrutura, agronegócio, energia, manufatura, finanças, aviação regional e desenvolvimento de capacidades.

As dificuldades

Apesar dos cinco países convergirem em diversos temas, nem sempre há consenso entre as partes.
No campo político, os desafios bilaterais entre China e Índia por disputas territoriais históricas são um dos pontos de tensão no grupo. Além disso, o atual posicionamento do Presidente Bolsonaro em torno da  crise na Venezuela está também sendo fonte de divergências com a Rússia.
No campo econômico, a situação vista é de um desequilíbrio entre os desempenhos nacionais dos cinco países nos últimos anos. Enquanto a Índia continua a crescer, e a China ainda mantem uma taxa de crescimento maior que a média mundial. Brasil e Rússia não acompanham os desempenhos econômicos positivos.
Além disso, em termos globais, especialistas sugerem que o principal desafio do grupo é reduzir barreiras econômicas e tentar aumentar o comércio internacional. Isso porque ainda é necessário fortalecer a posição do BRICS no sistema econômico internacional.

O que esperar do futuro?

A participação dos cincos países na economia mundial continua a crescer. Segundo o IPEA, entre 2010 e 2017, os BRICS -Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – saltaram de 7,7% para 18% na soma das exportações mundiais.
Assim, com mais de 30 áreas setoriais de cooperação, o esperado agora é que o grupo avance nas relações multilaterais com outros países e organizações. Para tanto, espera-se uma agenda coordenada para atentar aos temas de desigualdade entre naçõesreforma de cotas e governança do FMI, e da reformulação da Organização Mundial do Comércio.
Em relação ao Brasil? O Presidente Bolsonaro, ao abrir a reunião informal do BRICS no Japão(2019), declarou que seu governo trabalhará ativamente para fortalecer a cooperação entre o BRICS.
Além disso, já foi anunciado que o Brasil receberá US$ 621 milhões do Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS. O motivo? Foram aprovados quatro projetos brasileiros nas áreas de energia renovável, construção de estradas e reconstrução de ferrovias, telecomunicações e saneamento.
E existe a possibilidade de uma ampliação do bloco? De certa forma, sim! Desde 2015, a Rússia e a China já pediram pela ampliação do bloco – o chamado formato “BRICS+”. Entretanto, nada de concreto avançou sobre o tema ainda.

sábado, 4 de janeiro de 2020

Qassem Soleimani, o general iraniano morto em ataque aéreo dos EUA em Bagdá


Quem era Qassem Soleimani? 
O major-general liderava desde 1998 a Força Al Quds, unidade especial da Guarda Revolucionária, e era apontado como o cérebro por trás da estratégia militar e geopolítica do país, pois comandava a atuação iraniana em outros países, e a sua morte foi ordenada pelo presidente Donald Trump nesta quinta (02/01/2020), após uma semana de ações ofensivas entre EUA e Irã. Mas a instabilidade entre Irã e EUA não é recente, pois a potência norte-americana havia apoiado o Iraque nos anos 80 quando esse país esteve em guerra contra o Irã. Porém recentemente uma série de fatos culminaram em uma situação grave de geopolítica mundial. 

Veja a seguir esses acontecimentos:
Sexta-feira, 27 de dezembro: Uma base militar de aliados dos EUA no Iraque foi atacada com mais de 30 mísseis. Um americano que não era do exército, mas que prestava serviços para as forças armadas, foi morto. Os EUA apontaram como culpada uma milícia chamada Kataib Hezbollah, apoiada pelo Irã.
Domingo, 29 de dezembro: Os americanos realizaram ataques em resposta e mataram 24 pessoas em bases de milícias no Iraque e na Síria. Essas milícias iraquianas apoiadas pelo Irã são uma força importante: elas têm um grande número de representantes no Parlamento do Iraque. Elas atuam no Iraque, mas são financiadas e orientadas pelo Irã. Quando os EUA impõem sanções aos iranianos, essas organizações reagem com ataques no Iraque, onde há presença de americanos.
Terça-feira, 31 de dezembro: Membros dessas milícias invadiram o perímetro da embaixada dos EUA em Bagdá, a capital do Iraque. Na ocasião, Trump acusou os iranianos de estarem por trás dos protestos. A embaixada ficou sitiada por pouco mais de 24 horas. Os líderes das milícias pediram para que ela fosse liberada na quinta-feira (2), e a ordem foi imediatamente cumprida.
Quinta-feira, 2 de janeiro: Os EUA executaram o ataque por drones pela noite no aeroporto de Bagdá, no Iraque, que matou Soleimani.
Os dois países têm uma relação de confronto há décadas, e os desentendimentos e confrontos indiretos aumentaram desde que Trump assumiu o governo. Em 2015, quando o presidente dos EUA era Barack Obama, o país islâmico fechou uma convenção com Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Rússia e China, na qual o Irã aceitou limitar o enriquecimento de urânio e ser supervisionado por inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU), em troca do fim de sanções econômicas. Trump venceu as eleições em 2016, e uma de suas promessas de campanha era justamente acabar com esse tratado, sob a justificativa de que dois temas não estavam contemplados: o fim de seu programa de mísseis e o envolvimento em conflitos no Oriente Médio –coordenados justamente por Soleimani.
Em maio de 2018, Trump tirou os Estados Unidos formalmente do acordo e, desde então, tem ameaçado países que importam petróleo iraniano, desde então o Irã vem descumprindo os compromissos que havia pactuado no acordo nuclear.
Em junho de 2019, incidentes (citados anteriormente) levaram os dois países à iminência de um conflito armado. Trump chegou até a ordenar bombardeios, mas recuou em cima da hora.
Aquele conflitou se iniciou quando dois navios petroleiros que navegavam perto do Irã foram atacados. Os EUA apontaram os iranianos como responsáveis. O Irã negou. Cerca de uma semana depois, o Irã revelou que derrubou um drone americano em seu território –os iranianos afirmam que a aeronave não tripulada sobrevoava perto de seu litoral. Os EUA contestam essa versão iraniana: disseram que o drone estava sobre águas internacionais. Trump, então, resolveu retaliar e ordenou um ataque a alvos em terra no Irã, mas cancelou a iniciativa. Na ocasião, os iranianos afirmaram que um conflito iria se espalhar pelo Oriente Médio e seria incontrolável.
Em setembro de 2019, mísseis atingiram instalações de um complexo de óleo e gás na Arábia Saudita que pertencem à Aramco, uma empresa estatal. A ação provocou incêndios de grandes proporções e derrubou pela metade produção de petróleo e gás na Arábia Saudita. Os americanos afirmaram que os iranianos estavam por trás, e o Irã, novamente, disse que não eram os autores.
Os EUA afirmaram, por sua vez, que a ofensiva de domingo fora uma resposta a um ataque de míssil contra uma base militar no Iraque que matou um civil americano na sexta-feira passada. O fato é que o assassinato do general representa uma escalada drástica nas tensões entre Washington e Teerã. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, já afirmou e avisou a ONU que "uma vingança severa aguarda os criminosos" por trás do ataque. Ele também anunciou três dias de luto nacional.
Vale lembrar que qualquer país para realização de uma ação militar em outro território necessitaria de aprovação unanime do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Reino Unido, França, China e Rússia), porém os EUA estão acostumados com a posição de “polícia do mundo”,  já realizaram ofensivas sem esse consentimento oficial, e que o Irã é considerado “país-Hostil” pelos EUA há muito tempo.


domingo, 19 de maio de 2019

Geografia das religiões




Geografia das Religiões

Em todo o mundo, oito em cada dez pessoas se identificam com algum grupo religioso. Para muitos desses devotos, a religião desempenha um papel fundamental na influência de todos os aspectos da vida cotidiana.
Diferentes religiões podem ser encontradas em todo o globo, embora as maiores religiões do mundo geralmente estejam em um dos dois principais subgrupos: as religiões abraâmicas (islamismo, cristianismo, judaísmo, etc.) e religiões indianas (hinduísmo, budismo, etc.).
Religião em números
Com base no Instituto de Pesquisas Pew e em outros bancos de dados demográficos internacionais, conheça quais são as 8 maiores religiões do mundo, sua história e regiões predominantes.

8. Judaísmo (13,86 milhões de seguidores)

Judaismo
Fundador: Abraão
O judaísmo tem uma longa e célebre história, que traça seus primórdios até o século VIII AC. Esta religião monoteísta originou-se no Oriente Médio e é composta de três ramos principais: o judaísmo ortodoxo, o judaísmo conservador e o judaísmo reformista.
Embora todos estejam enraizados em um sistema de crenças comum, eles diferem em elementos relacionados à interpretação das escrituras e práticas específicas.
As sinagogas, que são presididas por um rabino, servem como centros de culto judaico e serviços religiosos. Estas também são usadas como uma forma de centro comunitário, onde os seguidores podem se reunir regularmente para socializar, celebrar, estudar a Torá e aprender sobre as Mitzvot (mandamentos da fé).

7. Sikhismo (28 milhões de seguidores)

Sikhismo
Fundador: Guru Nanak
O Sikhismo é uma religião relativamente nova, fundada no século 15 no estado de Punjab, na Índia, e baseia-se nos ensinamentos de Guru Nanak e seus dez sucessores.
O livro sagrado desta religião é "Guru Granth Sahib", escrito originalmente no idioma Gurmukhi. Os princípios centrais da fé sikh são fundamentadas em sewa e simran, que se relacionam ao serviço comunitário e à lembrança de Deus, respectivamente.
Historicamente, os sikhs desempenharam papéis importantes na política regional e foram uma influência significativa durante a Partição da Índia em 1947.
Embora a maioria dos crentes continuem residindo no norte da Índia, ao longo dos anos muitos seguidores se mudaram para outros países, como Canadá, Estados Unidos, África do Sul, Austrália e Reino Unido, entre outros.

6. Taoísmo (93 milhões de seguidores)

Taoismo
Fundador: Lao-Tze (Laozi)
O Taoísmo se originou na China cerca de dois mil anos atrás, e atualmente a maioria dos seguidores ainda vivem em países asiáticos como China, Japão, Coreia do Sul e Vietnã.
Esta religião está associada à crença no oculto e no metafísico, e considera-se que um homem chamado Laozi foi o primeiro filósofo da religião. Ele quem escreveu o Daodejing, um texto central para a fé.
Em termos de questões políticas, os taoístas geralmente são considerados como sendo mais libertários, com preferência por governos que evitem a interferência política e a imposição de regulamentações e restrições econômicas.
A dieta desempenha um papel importante na filosofia taoísta, especialmente no que diz respeito ao bem estar físico e psicológico. Práticas como o jejum e o veganismo (abstenção de produtos animais) são encorajadas nessa crença.

5. Xintoísmo (104 milhões de seguidores)

XIntoismo
Fundador: Não possui um fundador conhecido
O xintoísmo é uma fé japonesa, e acredita-se que faça parte da vida religiosa no Japão desde o século VIII.
Os seguidores desta fé acreditam na existência de muitas divindades, e a própria palavra Shinto se traduz como “caminho dos deuses”. Estima-se que 80% dos cidadãos japoneses se dediquem ao Xintoísmo, existindo mais de 80 mil santuários no país.
Uma característica única desta religião é que os crentes não são obrigados a declarar publicamente sua lealdade à ela. Os conceitos de impureza e purificação desempenham papéis importantes no xintoísmo e seus rituais, conhecidos como Harae. Estes são realizados regularmente com o objetivo de purificar os crentes do pecado, culpa, doença e até da má sorte.

4. Budismo (500 milhões de seguidores)

Budismo
Fundador: Sidarta Gautama
O budismo foi fundado na Índia em 600 a.C. e baseia-se nos ensinamentos de Buda, também conhecido como Gautama Buddha ou Sidarta Gautama. A religião inclui dois ramos principais: o Budismo Theravada e o Budismo Mahayana.
Os principais dogmas da crença budista incluem a não-violência, a pureza moral e o comportamento ético. Essas crenças desempenham papéis importantes na vida cotidiana dos seguidores, assim como a meditação e o conceito de karma.
Atualmente, a figura mais reconhecida no mundo budista é Tenzin Gyatso, que é o 14º e atual Dalai Lama. Este ex-monge não é apenas o líder espiritual atual do Tibete, mas também um grande ativista pacifista.

3. Hinduísmo (1,1 bilhões de seguidores)

Hinduismo
Fundador: Não possui um fundador conhecido
A maioria dos hindus reside em países do sul da Ásia, como Índia, Nepal e Indonésia. Somente na nação da Índia, estima-se que 80% da população se identifique como sendo hindu.
Embora não se saiba muito sobre a fundação do hinduísmo, acredita-se que a fé tenha se desenvolvido ao longo de um período de cerca de 4.000 anos, e devido ao seu status como um antigo sistema de crença, o hinduísmo está profundamente enraizado na sociedade indiana.
Algumas práticas desta religião vem se tornando cada vez mais populares no Ocidente. Exemplos disso incluem a prática do ioga, assim como o interesse sobre o sistema de chakras do corpo (pontos de energia do corpo humano que podem ser usados para curar e melhorar a saúde, tanto espiritual quanto física).

2. Islamismo (1,8 bilhões de seguidores)

Islamismo
Fundador: Maomé
O Islamismo foi fundado em 610 d.C. pelo profeta Muhammad (Maomé), e os seguidores da religião acreditam que este homem era o profeta final do deus único, Alá.
A fé islã acredita que as palavras de Alá tomaram forma no livro sagrado do Alcorão, que ainda serve como o texto espiritual central na fé. A lei religiosa islâmica não apenas estabelece os Cinco Pilares do Islã, mas também impõe regras e regulamentos sobre quase todos os aspectos da vida de seu seguidores.
Existem duas grandes grupos de muçulmanos: os sunitas (que compreendem 85% de todos os muçulmanos) e xiitas (15% de todos os muçulmanos). Atualmente, o Islã é a religião que mais cresce em termos de seguidores em todo o mundo, e estima-se que até 2070 ele se torne a religião com mais adeptos.

1. Cristianismo (2,3 bilhões de seguidores)

Cristianismo
Fundador: Paulo, sobre os ensinamentos de Jesus
O cristianismo começou há mais de dois mil anos e é uma fé baseada na vida e nos ensinamentos de Jesus Cristo. Essa religião começou como um pequeno subgrupo que evoluiu do judaísmo, e cresceu para se tornar a religião mais popular do mundo, com seguidores a serem encontrados em todo o planeta.
Os cristãos acreditam na existência de um único Deus que enviou seu único filho, Jesus Cristo, para salvar a humanidade do inferno. O sacrifício de Cristo na cruz, sua morte e sua ressurreição, concedeu a vida eterna e o perdão a todos aqueles que aceitam à Cristo como seu salvador pessoal.
Seu livro sagrado é chamado de Bíblia, e é composto pelo Antigo Testamento e o Novo Testamento. Existem três tipos de comunidades cristãs: Ortodoxa Oriental, Catolicismo Romano e Protestantismo. Cada uma das seções possui diferentes crenças, pregações e tradições.
Mesmo em nossa sociedade moderna, o cristianismo desempenha um papel importante e poderoso, não apenas em termos de rituais religiosos, mas também político.

E quais são as religiões com mais seguidores em cada região do mundo?

Mapa das religiões
A distribuição geográfica dos grupos religiosos varia consideravelmente, apesar da maioria dos continentes ainda ter predominância católica, como podemos ver no gráfico acima.
Já a região Ásia-Pacífico é a que possui uma maior diversidade, com um número mais próximo entre hindus (25%), muçulmanos (24%) e pessoas sem religião declarada (21%).
Estima-se que 99% dos hindus e budistas do mundo se encontrem nesta região. Três quartos das pessoas sem religião declarada também vivem na região populosa da Ásia-Pacífico. De fato, somente na China há cerca de 700 milhões de pessoas sem religião.
Apesar da região do Oriente Médio ser a única que possui uma maioria muçulmana, que chega a 93%, apenas 20% dos muçulmanos do mundo vivem nesta região.
Dos principais grupos religiosos abordados neste gráfico, os cristãos são os mais uniformemente dispersos. O cristianismo é a religião predominante na América do Norte, América do Sul, Europa e na África Subsaariana

A Nova Ordem Mundial

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