Para pensar...

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”

Amyr Klink

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Entenda a crise política no Egito


Exército derrubou o islamita Morsi e prometeu fazer transição de poder.
País passou por crise semelhante em 2011, na queda do ditador Mubarak.
Palco de uma mudança política desencadeada por uma revolta popular que resultou na renúnciam, em 2011, do então presidente Hosni Mubarak, na época há 30 anos no poder, oEgito enfrentou, dois anos depois, novas manifestações populares que terminaram com a derrubada do presidente Mohamed Morsi em 3 de julho.
Eleito democraticamente em 2012, Morsi se tornou impopular após suas ações contra o Exército, seu acúmulo de poderes e autoritarismo e o domínio da Irmandade Muçulmana no país.. Novos protestos da oposição e da população se espalharam pelo país, culminando com a exigência de sua renúncia e com um ultimato militar.
O prazo de 48 horas dado no dia 1º expirou nesta quarta (3), e os militares anunciaram a queda de Morsi e um plano de transição de poder.
O Exército exigia que as “demandas do povo sejam atendidas”, para a alegria dos opositores que reivindicavam a saída de Morsi.
A Praça Tahir, que foi palco dos principais protestos no período que levou à renúncia de Mubarak, segue ocupada por manifestantes.

Eleito em 2012
Morsi foi eleito em 2012, pouco mais de um ano depois da renúncia de Mubarak, nas primeiras eleições democráticas do país. Mubarak tinha 82 anos e estava havia 30 no poder.
Ele deixou o poder após 18 dias de violentos protestos de rua que deixaram mais de 300 mortos e 5 mil feridos, em um movimento popular inspirado no levante que derrubou o presidente da vizinha Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali. A manutenção no poder se tornou mais difícil para Mubarak depois que a Irmandade Muçulmana, de Morsi, anunciou seu apoio oficial, e que o presidente dos EUA, Barack Obama, também pressionou pela saída imediata de Mubarak. Líderes da União Europeia se juntaram aos apelos pela renúncia.
Entre a saída de Mubarak e a eleição de Morsi, o país foi governado por uma junta militar, que comandou uma transição democrática marcada pela incerteza.
Veja a cronologia dos problemas no Egito desde que Morsi assumiu o poder, há um ano:
- 30 de junho de 2012: Mohamed Morsi toma posse após vencer as eleições presidenciais com 51,73% dos votos. Ele é o primeiro chefe de Estado egípcio a ser eleito democraticamente, e também o primeiro islamita e o primeiro civil a dirigir o país.
- 12 de agosto de 2012: Morsi afasta o marechal Hussein Tantawi, ministro da Defesa, que se tornou chefe de Estado após a queda de Hosni Mubarak, e suspende as amplas prerrogativas políticas dos militares.
- 22 de novembro de 2012: Início de uma crise política desencadeada por um decreto em que Morsi estende seus poderes e os coloca acima de qualquer controle judicial.
No dia 30, um projeto de Constituição é aprovado pela Comissão Constitucional, que foi boicotada pela oposição de esquerda e laica, assim como pelos círculos cristãos.
A decisão de Morsi provoca uma série de protestos, que causaram violentos confrontos entre opositores e partidários do regime.
Os confrontos causam a morte de sete pessoas e deixam centenas de feridos em 5 de dezembro perto do palácio presidencial.
- 8 de dezembro de 2012: Morsi aceita abandonar o projeto que fortalece seus poderes para superar a crise, mas mantém o referendo sobre um polêmico projeto de Constituição. Entre os dias 15 e 22 de dezembro a Constituição defendida por islamitas é aprovada (cerca de 64%), após um referendo boicotado pela oposição.
- 24 de janeiro de 2013: Início de uma nova onda de violência entre manifestantes e policiais na véspera do segundo aniversário da revolta que derrubou Mubarak. São registrados sessenta mortes em uma semana, incluindo 40 em Port Said (nordeste), após o anúncio das sentenças de morte de 21 torcedores do clube de futebol local por seu envolvimento em um grave episódio de violência após uma partida contra uma equipe do Cairo (74 mortos em 2012).
- 19 de abril de 2013: Mais de cem feridos em confrontos no Cairo entre manifestantes anti e pró-Mursi.
- 02 de junho de 2013: A justiça invalida o Senado, que assume o poder legislativo na ausência da Assembleia, assim como a comissão que elaborou a Constituição. A Presidência reage dizendo que o Senado - um organismo historicamente sem poder que ganhou um papel legislativo quando a Assembleia do Povo foi dissolvida por ordem judicial - vai continuar a legislar até que novas eleições legislativas sejam realizadas, e que a lei fundamental é intocável.
- 24 de junho de 2013: Ministro da Defesa declara que 'as Forças Armadas têm o dever de intervir para impedir o Egito de mergulhar em um conflito', na véspera do primeiro aniversário da eleição de Morsi. Os líderes da oposição já reivindicam a renúncia do presidente.
- 26-29 de junho de 2013: Manifestações pró e anti-Morsi. Os confrontos causam oito mortes, incluindo a de um americano, principalmente em Alexandria e no Delta do Nilo.
- 30 de junho de 2013: Manifestações em massa contra o presidente. A multidão ocupa as ruas do Cairo e de muitas outras cidades, gritando "O povo quer a queda do regime", mesmo lema do início de 2011 contra o governo de Hosni Mubarak. Pelo menos dezesseis mortes no país, incluindo oito em confrontos entre manifestantes favoráveis e contrários a Morsi no Cairo.
- 1º de julho de 2013: A oposição dá 24 horas a Morsi para que renuncie. O movimento Tamarrod (rebelião, em árabe) pede que o Exército "tome uma posição clara ao lado da vontade popular".
- 3 de julho de 2013: O Exército anuncia a deposição de Morsi e promete uma transição


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Demografia


O que é demografia 
                Demografia é uma ciência, relacionada à Geografia, voltada para o estudo da população. A Demografia utiliza a Estatística para organizar e analisar os diferentes aspectos de uma população.

Objetivo                                                                                                     
                A demografia tem como objetivo analisar os seguintes dados populacionais: crescimento demográfico, emigração, taxa de natalidade, taxa de mortalidade, expectativa de vida, distribuição populacional por áreas, faixas de idade, entre outros.
                Esta ciência é muito importante, pois os dados gerados por ela servem de base para a definição de políticas sociais governamentais. São importantes também, pois mostram a evolução da qualidade de vida das pessoas.

Estudos demográficos no Brasil 
                No Brasil, grande parte dos estudos demográficos é realizada por um instituto de pesquisas mantido pelo governo federal: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os dados são coletados pelos técnicos do IBGE durante o processo conhecido como Censo Demográfico. O profissional que atua nesta área é conhecido como demógrafo
                O censo ou recenseamento demográfico é um estudo estatístico referente a uma população que possibilita a recolha de várias informações, tais como o número de habitantes, o número de homens, mulheres, crianças e idosos, onde e como vivem as pessoas, profissão, entre outras coisas. Esse estudo é realizado, normalmente, de dez em dez anos, na maioria dos países.
Segundo a definição da ONU, "um recenseamento de população pode ser definido como o conjunto das operações que consistem em recolher, agrupar e publicar dados demográficos, econômicos e sociais relativos a um momento determinado ou em certos períodos, a todos os habitantes de um país ou território".
                Dados estatísticos fundamentam decisões
É com base nos resultados dessas pesquisas que as administrações públicas identificam os locais que mais necessitam de obras de infra-estrutura, fazem projetos de investimentos em educação, transportes, saúde e educação e tomam decisões políticas e econômicas, por exemplo.
                Mas não são apenas os administradores públicos que recorrem ao censo para desenvolver os seus projetos. Empresários, construtores e sociólogos, entre outros, utilizam os dados estatísticos para fundamentar decisões, liberar empreendimentos, analisar o perfil da população e saber os rumos tomados pela sociedade após um determinado tempo. Nessas análises, os dados divulgados após cada censo são geralmente comparados com as últimas estatísticas.
                O censo de 2007, por exemplo, constatou uma mudança significativa na proporção entre homens e mulheres em relação à pesquisa de 2000. Naquele ano, a proporção entre os dois sexos era praticamente a mesma, ou seja, 100 homens para igual número de mulheres. Em 2007, o resultado já foi diferente: 99,6 homens para cada 100 mulheres.

Censo no Brasil
                Enquanto em muitos países da Ásia, Europa e África o censo foi utilizado pela primeira vez há muitos séculos, no Brasil, até 1872, os dados populacionais não eram precisos. Para levantar o número de habitantes do país, os responsáveis pela coleta de informações utilizavam normalmente relatórios de autoridades eclesiásticas ou mesmo estimativas populacionais fornecidas pelos ouvidores.
                Dados do IBGE revelam que o primeiro regulamento censitário no Brasil surgiu em 1846, pouco mais de duas décadas após a Proclamação da Independência. Livre do domínio de Portugal, os responsáveis pelo regulamento definiram que o censo deveria ser realizado a cada oito anos.
                Em 1870, com a publicação de um novo decreto, ficou estabelecido que os censos deveriam abranger todo o território nacional, sempre a cada dez anos. Em 1872, aconteceu efetivamente o primeiro recenseamento no país, denominado Recenseamento da População do Império do Brasil.
                Com a criação do IBGE, no final da década de 30, o censo ganhou mais dinamismo e começou a acrescentar novo dados à tradicional pesquisa populacional.
Atualmente, os pesquisadores colhem informações sobre taxas de emprego e desemprego, rendimento, fecundidade, escolaridade, número de pessoas por domicílio e até mesmo a quantidade de aparelhos eletrônicos que há em cada casa. Esses dados servem para revelar, com precisão, as mudanças ocorridas na sociedade brasileira.


Fatecs: Inscrições para o vestibular 2013 de inverno começam nesta terça-feira - Notícias - UOL Vestibular

Fatecs: Inscrições para o vestibular 2013 de inverno começam nesta terça-feira - Notícias - UOL Vestibular: "Fatecs: Inscrições para o vestibular 2013 de inverno começam nesta terça-feira"

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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Coreia do Norte retira 53 mil funcionários do polo de Kaesong País decidiu suspender temporariamente as operações na região. A Coreia do Sul considerou a decisão 'injustificável'.


A Coreia do Norte anunciou nesta segunda-feira (8) vai retirar 53 mil norte-coreanos que trabalham no polo industrial coreano de Kaesong, em meio a tensões na península, enquanto Seul retificou as declarações sobre a iminência de um novo teste nuclear.
"Vamos retirar todos os nossos funcionário da zona", declarou Kim Yang Gon, alto funcionário do Partido Comunista.
"Pyongyang suspenderá temporariamente as operações na região e estudará o tema para saber se deve permitir sua existência ou fechá-lo", disse Gon.
O complexo industrial fica na Coreia do Norte, a 10 10 km da fronteira.
"A maneira como a situação evoluirá nos próximos dias dependerá em sua totalidade da atitude das autoridades sul-coreanas", completou Kim Yang Gon, que visitou o local nesta segunda-feira.
A Coreia do Sul considerou a decisão "injustificável".
"A decisão unilateral da Coreia do Norte de seguir adiante com esta medida não pode ser justificada de nenhuma maneira. A Coreia do Norte será considerada responsável pelas consequências", afirma um comunicado do ministério da Unificação sul-coreano.
Desde quarta-feira, o Norte proíbe o acesso a Kaesong dos trabalhadores sul-coreanos e dos caminhões de abastecimento. Até o momento, 13 das 123 empresas sul-coreanas presentes no polo interromperam a produção por falta de matérias-primas.
Mais de 300 profissionais sul-coreanos deixaram o complexo desde a semana passada, mas quase 500 decidiram permanecer para garantir o bom funcionamento das atividades.
O complexo de Kaesong, importante fonte de divisas estrangeiras para a Coreia do Norte, sempre permaneceu aberto, apesar das crises repetidas na península, com exceção de apenas um dia, em 2009. Na ocasião, Pyongyang bloqueou o acesso para protestar contra as manobras militares conjuntas entre Estados Unidos e Coreia do Sul.

Testes
Em Seul, o governo retificou as declarações alarmistas que citavam a iminência de um quarto teste nuclear pelo Norte, menos de dois meses depois do teste de fevereiro.
"Há atividades, mas parecem ser atividades de rotina nas instalações de Punggye-ri, onde acontecem este tipo de teste", afirmou o porta-voz do ministério da Defesa, Kim Min-Seok.
O ministério da Unificação afirmou que outro teste não parece ser "iminente".
O ministro da Unificação, Ryoo Kihl-jae, havia declarado a uma comissão parlamentar quePyongyang parecia preparar para os próximos dias um lançamento de teste de míssil balístico, assim como um quarto teste nuclear.
A Coreia do Norte, furiosa com as novas sanções aprovadas pela ONU depois do teste nuclear de fevereiro e com as manobras militares conjuntas de Washington e Seul, multiplicou nas últimas semanas as declarações belicistas.

Para tranquilizar a situação e deixar que a responsabilidade por uma escalada fique apenas com a Coreia Norte, Washington anunciou no sábado o adiamento do teste do Minuteman 3, um míssil balístico intercontinental com capacidade nuclear que seria lançado esta semana da base aérea de Vandenberg, na Califórnia.
O gesto foi saudado pelo presidente russoVladimir Putin, que advertiu para as consequências de um conflito nuclear com a Coreia do Norte.
"A catástrofe de Chernobyl seria um conto infantil se comparado ao conflito", declarou durante uma visita a Alemanha.
Pequim, aliado da Coreia do Norte, que também votou pelas sanções contra o regime norte-coreano, manifestou inquietação com a escalada na península coreana.
"Ninguém deveria estar autorizado a precipitar uma região no caos, ou o mundo inteiro, por egoísmo", declarou no domingo o presidente chinês Xi Jinping, sem citar países.
A Coreia do Norte transportou na semana passada dois mísseis Musudan para sua costa leste e os instalou em veículos equipados com dispositivos de lançamento.
O míssil norte-coreano Musudan tem alcance de 3.000 km, ou seja, é capaz de atingir o Japão. Com uma carga leve, poderia viajar 4.000 km e, em tese, atingir Guam, uma ilha do Pacífico situada a 3.380 km da Coreia do Norte onde estão 6.000 soldados americanos.
Kim Jang-Soo, conselheiro para Segurança Nacional da presidente sul-coreana Park Geun-Hye, disse que um teste de lançamento ou outra provocação podem acontecer antes ou depois de 10 de abril, data a partir da qual o regime comunista afirma não poder garantir a segurança das missões diplomáticas.
De acordo com o jornal New York Times, Estados Unidos e Coreia do Sul elaboram planos para responder de medida coordenada as ações da Coreia do Norte, mas com o objetivo de evitar uma escalada para uma guerra aberta.
Em Haia, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu Coreia do Norte que não faça novas provocações.
"A República Popular Democrática da Coreia não pode continuar assim, enfrentando e desafiando a autoridade do Conselho de Segurança e a comunidade internacional", disse.

sábado, 30 de março de 2013

O Mundo em Conflito



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Entenda o conflito entre Coreia do Sul e Coreia do Norte


A tensão entre Coreia do Sul e Coreia do Norte tem origem na divisão de poder global após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Durante o processo de ocupação das áreas tomadas pelo Japão - um ex-aliado nazista -, os Estados Unidos ficaram com o sul da península Coreana, enquanto a União Soviética estabeleceu suas tropas no norte. 

Inspirados pela revolução comunista na China, em 1949, os norte-coreanos decidiram, no ano seguinte, tentar unificar as Coreias por meio de uma declaração de guerra ao Sul. Começava ali a Guerra da Coreia (1950-1953), que tinha de um lado o apoio das tropas soviéticas e, do outro, a participação de militares americanos. 

O conflito foi encerrado com ambos os lados voltando para os limites do paralelo 38, a linha imaginária que marcava a divisão inicial entre os territórios comunistas e capitalistas. Apesar da assinatura do Tratado de Pan-munjom ter acabado com as batalhas imediatas, um acordo de paz nunca foi estabelecido, e Coreia do Sul e Coreia do Norte continuam oficialmente em guerra até hoje. 

Nas décadas seguintes, enquanto a Coreia do Sul modernizou sua indústria e virou um dos principais países exportadores da Ásia, a Coreia do Norte manteve o sistema comunista de governo, com rígido controle sobre os meios da produção. 

Ambos os países, no entanto, continuaram investindo fortemente em suas Forças Armadas. No Sul, o foco estava no treinamento das tropas e na aquisição de caças e tanques americanos. O Norte, por sua vez, desenvolveu um polêmico programa nuclear que culminou, em 2006, com o primeiro teste de uma bomba atômica do país comunista. 

O desenvolvimento da arma nuclear pela Coreia do Norte elevou as tensões a um novo patamar na península e provocou intensificação das sanções econômicas da ONU (Organização das Nações Unidas) contra o país. Paradoxalmente, analistas acreditam que a situação só não se desenvolveu em um novo conflito por causa da bomba atômica norte-coreana, que desencoraja um ataque do Sul. 


Mais recentemente, em março de 2010, um ataque com torpedo atribuído a um submarino norte-coreano provocou o afundamento da corveta Cheonan, da Marinha da Coreia do Sul. Ao menos 46 militares morreram na ação, fortemente condenada pela comunidade internacional. 

Parte da agressividade da Coreia do Norte pode ser atribuída à constante necessidade de ajuda internacional em questões básicas como alimentação e remédios. O governo norte-coreano, liderado pelo ditador Kim Jong-il, é incapaz de suprir todas as necessidade de sua população e constantemente usa a chantagem militar como forma de conseguir mais recursos.

Hoje....
No começo de fevereiro, o país confirmou seu terceiro teste nuclear e disse que ele teve “maior nível” que os anteriores, feitos em 2006 e 2009. No mês anterior, o regime de Kim Jong-un já havia ameaçado realizar esse teste como resposta à resolução tomada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que ampliou as sanções ao país comunista como castigo pelo recente lançamento de um foguete de longo alcance. A ação foi qualificada pelo governo norte-coreano como uma medida prática para fazer frente às “hostilidades” dos Estados Unidos, país que há alguns dias o líder norte-coreano chamou de “inimigo jurado” . A ONU classificou isso como uma “ameaça” e abriu a porta para novas sanções. Além dessas, a União Europeia aplicou as suas, que incluem o veto à exportação de certos componentes que possam ser utilizados na fabricação de mísseis. Em resposta, a Coreia do Norte declarou o fim do cessar-fogo com a Coreia do Sul (a guerra entre os dois países nunca acabou de vez) e esta, por sua vez, iniciou exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos.
Para completar, a ONU reiterou suas já conhecidas denúncias de que o governo norte-coreano tem violado os direitos humanos da população e pediu maiores investigações. Entre os abusos documentados estão a crise alimentícia por causa das políticas de distribuição de alimentos controladas pelo Estado, que provoca imensos níveis de desnutrição, a restrição à entrada de assistência humanitária internacional, o uso da tortura e penas cruéis impostas a quem for considerado hostil ou contrário à ideologia oficial do governo. Em maio de 2011, a Anistia Internacional divulgou imagens de satélite que mostram o crescimento dos campos de prisioneiros políticos no país; a organização estima que lá trabalhem 200 mil pessoas em condições de escravidão. (Dica: para ler mais sobre isso – e treinar o inglês  que também apresentou acusações.).
Não se sabe o futuro das tensões na região e é bom ficar de olho no noticiário. Mas, para entender bem o que está acontecendo, é preciso dar uma olhada na história dos dois países.


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Entenda o conflito em Mali



Todos os dias ouvimos pedidos para uma intervenção militar na Síria, onde a Guerra Civil já matou cerca de 60 mil pessoas. Mas poucos falavam em enviar tropas para Mali, no meio da África, onde o cenário é tão repugnante quanto o da Síria, com o norte do território nas mãos de milicianos ligados à rede terrorista Al Qaeda desde o início do ano passado.
Para entender o contexto no Mali, que diferentemente da Síria raramente recebe cobertura internacional, em março de 2012, um golpe militar derrubou um governo democraticamente eleito em Bamako. Diante de um vácuo de poder, estes grupos radicais islâmicos ligados à Al Qaeda assumiram o poder no norte do país. Estas organizações, que utilizam algumas armas fornecidas por rebeles líbios, implementaram uma versão radical da sharia, com pessoas sendo apedrejadas, mutiladas e mortas.
Diante do temor de o norte de Mali se transformar um novo oásis para a Al Qaeda, como o Afeganistão nos tempos do Taleban, a comunidade internacional decidiu se mobilizar para tentar conter os grupos radicais islâmicos. Nenhuma nação ocidental, porém, estava disposta a enviar tropas e tampouco a realizar uma intervenção nos moldes da realizada na Líbia, através de bombardeios aéreos.
A saída, depois de meses de negociações no Conselho de Segurança, foi organizar uma missão de 3.300 soldados da Comunidade Econômica do Oeste Africano (ECOWAS, na sigla em inglês). Mas estes militares começariam a lutar ao lado das tropas de Mali apenas no fim deste ano. Obviamente, o prazo se mostrou longo e os rebeldes islâmicos conseguiram avançar e agora estão próximos de tomar a importante cidade de Konna, ampliando ainda mais o controle do território nas mãos destes grupos ligados à Al Qaeda.
O Conselho de Segurança se reuniu em caráter emergencial em Nova York demonstrando enorme preocupação com a deterioração do cenário no país africano. Diferentemente da Síria, onde há uma divisão entre os membros do órgão, com a Rússia e a China a favor do regime secular apoiado por minorias alauíta, cristãs e druza de Bashar al Assad e os EUA e os europeus apoiando a oposição de viés sunita, a questão de Mali não provoca divergências.
Hoje, sem ninguém impor obstáculos, os franceses decidiram enviar tropas para lutar ao lado das forças do governo contra os rebeldes ligados à Al Qaeda na região ao redor de Konna. É difícil fazer uma previsão do que pode ocorrer. A França ainda é um dos países que mais bem conhece Mali, por ter sido uma colônia. Mais grave, tampouco há informações aprofundadas sobre a situação da população civil.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/gustavo-chacra

A Nova Ordem Mundial

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