Para pensar...

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”

Amyr Klink

domingo, 15 de abril de 2018

Entenda: quem luta contra quem na Síria

Entenda: quem luta contra quem na Síria

Desde a explosão da violência na Síria, em março de 2011, a guerra passou por uma escalada até se converter em um complexo "todos contra todos" entre governo, rebeldes, radicais islâmicos e potências estrangeiras, que só se complicou com a entrada da Rússia no conflito.
Nesta semana, com o ataque em Paris que deixou ao menos 129 mortos, o confronto no país árabe atraiu a atenção da opinião pública após o presidente da França, François Hollande, ter dito que os atentados contra seu país foram planejados na Síria.
Mas esse não é um conflito fácil de destrinchar. A começar pelos números impressionantes.


Mais de 200 mil pessoas morreram na guerra e, segundo cálculos da ONU, há até 4 milhões de refugiados: milhares deles protagonizam a mais recente crise migratória na Europa.
As tropas do presidente sírio, Bashar Al-Assad, lutam contra cerca de mil grupos rebeldes, que teriam 100 mil combatentes. Alguns com forte tendência extremista e com vínculos com a Al-Qaeda.
Desde o começo de 2014, entrou em cena o grupo extremista autodenominado Estado Islâmico, enfrentando tanto o governo como os rebeldes, sejam radicais ou moderados.
Há ainda os Estados Unidos e seus aliados ocidentais, incluindo a França, e outros países com diferentes níveis de envolvimento: Irã, Turquia e nações do Golfo Pérsico.
E agora a Rússia, que iniciou uma campanha de bombardeios, segundo o Kremlin, contra posições do Estado Islâmico.

Entenda o xadrez e as peças desse conflito:

Estados Unidos

Opõe-se a: Bashar Al-Assad e Estado Islâmico (EI).
Apoia: grupos rebeldes considerados moderados e os curdos.
Em setembro de 2014, o presidente Barack Obama anunciou sua intenção de "degradar e, em última instância, destruir" o EI.
Assim começou uma campanha aérea no Iraque e na Síria, com apoio de Canadá, França, Reino Unido e vários países árabes.
Recentemente, em uma cúpula sobre terrorismo nos EUA, Obama enfatizou a necessidade da saída de Assad do poder como condição para derrotar o EI. Disse ser preciso "um novo líder e um governo de inclusão que una o povo sírio na luta contra grupos terroristas".

Rússia

Opõe-se a: Estado Islâmico e outros rebeldes.
O Kremlin tem sido um aliado consistente do regime de Assad, mesmo antes da guerra.
A Síria é um importante comprador de armamentos da Rússia, e oferece ainda ao país a base naval de Tartus, única instalação russa no mar Mediterrâneo
A mediação russa foi fundamental na resolução da crise das armas químicas no confronto, no final de 2013.
Àquela altura, EUA e França discutiam a possibilidade de iniciar uma campanha de ataques com mísseis contra alvos do governo sírio, o que foi contido pela mediação de Putin.
Nos últimos dias, a aviação russa lançou ataques em território sírio que surpreenderam as potências que já atuam na região.
A Rússia parece ser movida pelo alto número de cidadãos de seu país - em particular os de repúblicas de maioria muçulmana como a Chechênia - que se juntaram ao EI, e pelo temor de consequências do eventual retorno desses radicais a seu país para realizar ataques.
Embora os russos insistam em que seus ataques visam os "mesmos terroristas" que são alvo dos EUA, outros governos suspeitam que estejam atacando também rebeldes que combatem Assad.
A Casa Branca já afirmou que os ataques russos são "indiscriminados" e afetam de forma aleatória a todos que se opõem ao governo sírio.

Irã

Opõe-se a: Estado Islâmico e insurgentes sunitas
Apoia: governo de Bashar Al-Assad
Uma das potências da região, o Irã é aliado histórico do governo de Assad, a quem fornece armas, apoio militar e financeiro.
Para o Irã, a subordinação de Assad é chave para impor freio à influência de seu grande rival na região, a Arábia Saudita.
Mas a potência xiita tem um inimigo comum com a Rússia e os EUA: o EI, milícia sunita que vê os persas como hereges que devem morrer.

Arábia Saudita

Opõe-se a: Bashar Al-Assad.
Apoia: rebeldes sunitas.
Potência sunita e grande rival do Irã, a Arábia Saudita integra desde o início a coalizão liderada pelos EUA para atacar o EI.
Em recente cúpula em Nova York, o governo saudita reiterou a necessidade de retirar Assad do poder.
O ministro de Relações Exteriores saudita, Adel al Jubeir, disse considerar a possibilidade de intervenção militar para derrubar Assad do poder.
Ele alertou que, caso não haja acordo nesse sentido, está disposto a aumentar o envio de armas e o apoio dos rebeldes.
Arábia Saudita é, sem dúvida, um dos fornecedores chave dos rebeldes, incluindo grupos mais linha dura.
Riad nega a acusação do Irã de que esteja apoiando o EI diretamente, e já expressou sua preocupação sobre eventual influência dos radicais sobre movimentos de oposição ao regime saudita.
Contudo, multimilionários sauditas já enviaram doações ao grupo extremista e calcula-se que cerca de 2,5 mil cidadãos sauditas tenham se incorporado ao EI.
Também integram a coalizão liderada pelos EUA: Bahrein, Jordânia, Catar e Emirados Árabes Unidos, todos em linha com a atuação saudita.

Turquia

Opõe-se a: governo de Bashar Al-Assad e separatistas curdos.
Apoia: coalizão liderada pelos EUA e rebeldes.
Turquia, de maioria sunita, é outra potência da região. Seu envolvimento no conflito do país vizinho começou ao apoiar ao Exército Livre da Síria, um dos principais movimentos rebeldes contra Assad.
O país acolheu vários opositores de Assad. E recentemente lançou ataques aéreos contra militantes curdos no norte do Iraque, perto da fronteira com a Síria.
Os ataques haviam sido anunciados contra o EI, mas logo se soube que atingiam também os curdos, que também são inimigos do EI.
 batalha dos curdos contra o EI, que se dá sobretudo no Iraque, conta com apoio dos EUA.
Embora as relações entre Turquia e Síria tenham sido amistosas ao longo dos anos, houve uma deterioração desde o início da guerra.
O ponto de ruptura foi em junho de 2012, quando sírios derrubaram um caça turco.

Fonte: BBC

A crise da Síria explicada em 10 minutos.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Entenda a saída dos EUA do Tratado de Paris

O que é o Acordo de Paris?
O Acordo de Paris foi um tratado alcançado entre 195 países do mundo para reduzir gradualmente as emissões que causam a mudança climática. O objetivo é prevenir um aumento maior do que 2 graus célsius na temperatura média global, que poderia aumentar o nível dos oceanos, provocar grandes secas e causar tempestades perigosas.
O esquema foi negociado em 2015 durante a Convenção – Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC) e passou a valer em novembro de 2016. A convenção e as discussões sobre o tema foram estimuladas pelo consenso geral da comunidade científica mundial de que o aumento das temperaturas globais nas últimas décadas foi causado por atividade humana.
Com o que os Estados Unidos haviam se comprometido?
O acordo exige que os países façam promessas voluntárias para reduzir as emissões nacionais e forneçam atualizações periódicas sobre seu progresso. O ex-presidente Barack Obama se comprometeu a reduzir entre 26% e 28% o nível das emissões americanas de 2005 até 2025. Essa meta não é fixa e o objetivo é aumentá-la ao longo dos anos.
O trato também demanda que os países desenvolvidos, cujas economias historicamente contribuíram para as emissões, ajudem a financiar a transição dos países em desenvolvimento para formas de energia mais limpas. O plano é arrecadar 100 bilhões de dólares por ano com doações públicas e privadas.
Obama transferiu 1 bilhão de dólares, de um total de 3 bilhões com os quais havia se comprometido, para o Fundo das Nações Unidas para o Clima antes de deixar o cargo.
O que Trump rejeita no acordo?
Trump não aceita a ideia de que as emissões estão causando mudanças climáticas significativas e acredita que os cientistas e especialistas estão difundindo teorias da conspiração. Em sua campanha eleitoral, afirmou várias vezes que a mudança climática foi inventada pela China. Mais tarde disse que as afirmações não passavam de uma piada, mas reiterou que não crê que os chineses irão cumprir sua parte no acordo ou estejam sequer tentando reduzir seu consumo de combustíveis fósseis.
De forma geral, o republicano é bem cético em relação a pactos e organizações internacionais, por isso sempre tende a desacreditar de suas políticas e dizer que os Estados Unidos não se beneficiam diretamente dos seus resultados. Em especial, acredita que os gastos com o Acordo de Paris propostos pela antiga administração são absurdos e podem levar a uma redução no crescimento econômico sem nenhum benefício aparente.
Trump nomeou outro cético para dirigir a Agência de Proteção Ambiental, Scott Pruitt, e também está revogando o Plano de Energia Limpa criado pela administração Obama para reduzir as emissões das usinas de carvão.
O que acontecerá agora?
O acordo não vai acabar da noite para o dia. Tecnicamente, Trump não pode abandonar o tratado até 2019. No entanto, é possível que ele consiga acelerar o processo e suspender as regulamentações internas já aprovadas pelo Senado americano. Ainda assim, já existem rumores de que a China e a União Europeia estão dispostas a se comprometer publicamente com o tratado mesmo sem os Estados Unidos.
Muitos especialistas acreditam que mesmo fora do acordo, os americanos podem alcançar bons resultados em reduções de emissões e mudança de políticas climáticas. A economia americana  já não é dependente de fontes de energia poluentes como o carbono e o carvão e está migrando cada vez mais para o gás natural e a energia renovável. As ações de Trump podem não ser suficientes para alterar essa tendência.
Contudo, defensores do acordo acreditam que a saída dos Estados Unidos prejudicará seu relacionamento com aliados próximos, que podem acabar cedendo eventualmente à influência econômica da China.
No pior dos casos, a retirada do acordo desencorajará as nações em desenvolvimento, que se espelham nos americanos, a tomarem medidas adicionais para limitar suas emissões. Além disso, o fim da contribuição americana com o Fundo das Nações Unidas para o Clima pode prejudicar o orçamento geral do órgão e, consequentemente, os esforços que buscam impedir os perigosos aumentos de temperatura.

 Fonte: Veja

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Tensão na Síria - Inicio do Conflito e a Intervenção dos EUA

Antes do início do conflito, muitos sírios se queixavam de um alto nível de desemprego, corrupção em larga escala, falta de liberdade política e repressão pelo governo Bashar al-Assad - que havia sucedido seu pai, Hafez, em 2000.
Em março de 2011, adolescentes que haviam pintado mensagens revolucionárias no muro de uma escola na cidade de Deraa, no sul do país, foram presos e torturados pelas forças de segurança.
O fato provocou protestos por mais liberdades no país, inspirados na Primavera Árabe  (manifestações populares que naquele momento se estendiam pelos países árabes). Quando as forças de segurança sírias abriram fogo contra os ativistas, as tensões se elevaram e mais gente saiu às ruas. Os manifestantes pediam a saída de Assad.
A resposta do governo foi sufocar as divergências, o que reforçou a determinação dos manifestantes. No fim de julho de 2011, centenas de milhares saíram às ruas em todo o país exigindo a saída de Assad. À medida que a oposição aumentavam, a resposta violenta do regime se intensificava. Simpatizantes do grupo antigoverno começaram a pegar em armas, primeiro para se defender e depois para expulsar as forças de segurança de suas regiões. Assad prometeu "esmagar" o que chamou de "terrorismo apoiado por estrangeiros" e restaurar o controle do Estado. A violência rapidamente aumentou no país: grupos rebeldes se reuniram em centenas de brigadas para combater as forças oficiais e retomar o controle das cidades e vilarejos.
Em 2012, os enfrentamentos chegaram à capital, Damasco, e à segunda cidade do país, Aleppo. O conflito já havia, então, se transformado em mais que uma batalha entre aqueles que apoiavam Assad e os que se opunham a ele (ganhou características de guerra sectária entre a maioria sunita do país e xiitas alauítas) o braço do Islamismo a que pertence o presidente. Isto arrastou as potências regionais e internacionais para o conflito, conferindo-lhe outra dimensão. Em junho de 2013, as Nações Unidas informaram que o saldo de mortos já chegava a 90 mil pessoas.
A rebelião armada da oposição evoluiu significativamente desde suas origens. O número de membros da oposição moderada secular foi superado pelo de radicais e jihadistas (partidários da "guerra santa" islâmica). Entre eles estão o autointitulado Estado Islâmico e a Frente Nusra, afiliada à al-Qaeda.
Os combatentes do EI (Estado Islâmico) criaram uma "guerra dentro da guerra", enfrentando tanto os rebeldes da oposição moderada síria quanto os jihadistas da Frente Nusra. Também combatem o Exército curdo, um dos grupos que os Estados Unidos estão apoiando no norte da Síria.
Desde 2014, os EUA, junto com o Reino Unido e a França, realizam bombardeios aéreos no país, mas procuram evitar atacar as forças do governo sírio.
Já a Rússia lançou em 2015 uma campanha aérea com o fim de "estabilizar" o governo após uma série de derrotas para a oposição. A intervenção russa possibilitou vitórias significativas das forças sírias. A maior delas foi a retomada da cidade de Aleppo, um dos principais redutos dos grupos de oposição, em dezembro de 2016. Os rebeldes moderados têm requisitado armas antiaéreas ao Ocidente para responder ao poderio do governo sírio. Mas Washington e seus aliados têm procurado controlar o fluxo de armas por medo de que acabem indo parar nas mãos de grupos jihadistas.
O bombardeio,desta quinta-feira (06/04) feito a partir de dois navios de guerra americanos estacionados no mar Mediterrâneo, dá novos direcionamentos ao conflito, que já dura mais de seis anos. A Rússia, aliada do presidente Bashar al-Assad, condenou a medida - ela nega que o governo sírio esteja usando armas químicas.
O ataque dos Estados Unidos foi ordenado pelo presidente, Donald Trump, que até pouco tempo atrás citava Assad como um aliado na guerra contra o terror. Mas tudo mudou após imagens do ataque da terça chocarem o mundo, e criticava Hilary Clinton durante a campanha dizendo que ela incitava a guerra. Mas que agora precisa se fortalecer no meio político como quem não tem medo de enfrentar Putin, e diz ter ficado sensibilizado ao ver crianças como vítimas.
O que se seguiu foi o bombardeio realizado na noite da quinta-feira. Ao falar da ofensiva, Trump chamou Assad de "ditador" por ter lançado um "ataque com armas químicas terríveis contra civis inocentes".
O governo russo condenou o ataque americano, classificando o bombardeio com uma "agressão contra uma nação soberana". O porta-voz do governo, disse que a ofensiva dos EUA "causa um dano significativo às relações entre Washington e Moscou". Segundo ele, o presidente Vladimir Putin vê o ataque como "uma intenção de distrair o mundo pela morte de civis provocadas pela intervenção militar no Iraque".
E assim o mundo está assistindo ao início de um momento de grande tensão entre grandes potências militares, como se estivéssemos em plena Guerra Fria!

Fonte: BBC


quarta-feira, 29 de junho de 2016

Entenda a saída do Reino Unido da União Europeia


O Reino Unido saiu da União Europeia? Ele foi expulso?  Por quê? Como ficam as relações entre eles agora? O que acontecerá?
 
 E tantas outras perguntas nos vem a mente nesse momento não é?

Vamos com calma: foi o Reino Unido todo que tomou essa decisão. A Inglaterra é um dos países que compõem esse grupo, que também tem o País de Gales, a Irlanda do Norte e a Escócia. Ainda não. O que aconteceu foi o seguinte: um plebiscito foi realizado por todo o Reino Unido, perguntando se a população queria continuar ou sair da União Europeia. A votação aconteceu no dia 23 de junho.
Os europeus estão usando a expressão “Brexit” que mistura as palavras “Britain” (“bretanha”) e “exit” (“saída”).  Essa expressão foi usada para identificar quem estava a favor da saída do Reino Unido.
Especialistas dizem que, no mínimo, leva dois anos até que seja possível “arrumar” todas as leis e acordos comerciais. Tem gente dizendo que pode levar até quatro anos para que o Reino Unido saia totalmente da União Europeia.
Como isso nunca aconteceu, ainda está bastante incerto. Mas, a princípio, o Reino Unido deixará de fazer parte dos tratados que a UE celebra, deve deixar de aceitar imigrantes com passaporte da União Europeia e terá de rever todos os contratos e acordos comerciais. O Reino Unido nunca chegou a usar o Euro como moeda, portanto, isso não muda.
Porque David Cameron (Primeiro Ministro da Inglaterra) era a favor da permanência do Reino Unido na União Europeia. Com essa derrota eleitoral, ele fica numa posição frágil, sem muita legitimidade. Ele disse que vai sair do cargo em outubro, que é quando seu partido (Conservador) vai indicar um novo líder. O eleito deve ser o novo primeiro-ministro.
A saída do Reino Unido da União Europeia está deixando o mundo todo preocupado. A economia do Reino Unido é uma das maiores do mundo e vários países da Europa dependem dela. Além disso, muitos imigrantes dos países da União Europeia vivem no país da rainha. A vida dos estrangeiros que moram por lá pode se tornar muito difícil.
Para o resto do mundo, a União Europeia ficaria fraca e menos atraente para os investimentos e negócios.  Os defensores da saída dizem que o Reino Unido tem gastado dinheiro demais com imigrantes e políticas impostas pelas regras e decisões da União Europeia. Sair seria uma maneira de proteger a economia.
Vários políticos conservadores lideraram a campanha pelo Brexit. Eles consideram que o Reino Unido deve ser mais seletivo com imigrantes, inclusive os da Europa, e ter uma política econômica que não dependa das decisões da União Europeia.
Sair da UE pode custar ao Reino Unido o acesso ao mercado único comercial do bloco e significa que os britânicos precisarão buscar novos acordos com países do mundo todo. As negociações com países fora do bloco se tornam mais livres.

O que muda para os brasileiros?

A decisão britânica de sair da União Europeia deve afetar as vida de milhares de brasileiros que vivem no Reino Unido com passaporte europeu ou são parentes de cidadãos europeus.
Quem hoje se beneficia das regras de livre circulação no bloco passará a se submeter a regras estabelecidas pela legislação nacional britânica.
Para quem já está no Reino Unido com visto gerido por essa legislação - com visto de trabalho, estudo ou cônjuges de britânicos - pouco deve mudar.
O Brasil se beneficiaria eventualmente, porque agora poderia exportar para os britânicos produtos primários que sofrem algum tipo de impedimento na entrada na União Europeia. A negociação passa a ser bilateral simples, com um único país.

Vamos aguardar, em breve entenderemos um pouco mais dessa situação, jamais imaginada!!

 


 

A Nova Ordem Mundial

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